
Seis horas da manhã, acordo, bocejo, me espreguiço, abro as cortinas. Meus olhos ardem. Lá fora um novo dia. Mais um dia.
Coloco meus pés no chão gelado, caminho ainda meio tonto até o banheiro, me olho no espelho e vejo um reflexo desgastado e triste.
Escovo meus dentes, lavo o rosto, vou até a geladeira e fico parado observando seu interior. Pego a caixa de leite e o despejo numa tijela com cereais.
Tento me lembrar o que eu fiz ontem. Flashes. Tenho a impressão de ainda estar dormindo, mas algo me encomoda, talvez seja a enorme dor no peito ou o buraco por onde minha alma se foi.
Andando pela casa como um zumbi, já não consigo mais raciocinar. Deito na cama e desejo não ter acordado nesse dia. Desejo nunca mais acordar.
ESTÁ ESCURO. Então eu acordo e olho o relógio. Seis horas da manhã. Bocejo, me espreguiço, abro as cortinas, a luz me cega. Mais um dia me espera.
Talvez eu deva apenas vagar por aí, ja que a minha alma se perdeu e o meu coração morreu.
Nenhum comentário:
Postar um comentário