sábado, 27 de fevereiro de 2016

Produtivo




Calculei,
Somei,
Criei.

Vi,
Senti,
Vivi.

Olhei,
Toquei,
Beijei.

Amei.

O bar e a TV

A televisão do bar...
Milhares de pessoas passam por ela,
e ela ali, sintonizada em qualquer
canal que agrade o moço do balcão.

A televisão do bar...
Colocada ali pra descontrair,
pra distrair, qualquer um
que não encontre no copo da mesa
a companhia que lhe falta.

A televisão do bar...
Diz tanta coisa,
despeja seu conteúdo,
no mudo. Em vão.

A televisão do bar...
Presencia todo santo dia,
milhares de almas aflitas,
desculpas, momentos, brigas.

A televisão do bar...
Quieta, nunca é questionada,
sempre ligada, despejando
um conteúdo qualquer
em busca de um ouvinte sequer.

A televisão do bar...
Vou esticar minhas antenas,
será que ela me compreende?
Ah... Tão parecida comigo.


sexta-feira, 26 de fevereiro de 2016

foi espontâneo

Meus olhos marejados,
nem sei como te dizer mais
que te amo.

Todos os meios de comunicação
toda a nossa ligação,
tudo, tudo foi cortado.

Faz tempo que eu não falo contigo,
mas saiba que comigo,
ainda guardo um sentimento,
ainda durmo pensando
nos momentos que passei contigo.

Desculpa demorar,
pra perceber
o quanto
eu
amo
você.

Meus poemas todos
já parecem clichê,
infelizmente
a única coisa
que
eu
sei
dizer:
eu amo você.

ei! não me bloqueie no twitter


oh bruna,
não faça isso comigo..
eu te quero tão bem meu amor,
eu te quero comigo.

sei que parece estranho,
sempre fui indiferente,
mas saiba que hoje eu sou diferente.

Nem sei como lhe dizer,
fico até sem jeito em saber,
saber que você já tem outro,
mas eu sei que amor como o meu
igual não há outro.

oh bruna,
perdão por demorar,
eu sei que lhe trago dor,
depois de tanto tempo sem
te falar
que
eu
te
amo.

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2016

sozinho pt. 2


Como chamam o ato de lembrar de algo importante? Algo que estava praticamente na frente dos teus olhos. Cair a ficha? Dar uma "luz"?  Se tocar? Independente de qual seja o termo, hoje eu me dei conta de algumas coisas que já vem me atormentando há algum tempo.

Há alguns anos, abri mão do meu maior amor, pela distância. Isto é, não só pela distância em si, mas sim pelos variados fatores que surgem com ela, tais como: Ciúme, Desconfianças, Brigas.
Arrisco a dizer que conhecia minha ex melhor do que ela mesma. Passamos aproximadamente cinco anos juntos, é uma bagagem inegável, mesmo de longe eu poderia apontar todos os seus jeitos e trejeitos.
Depois de anos juntos, foi necessário uma mudança, ela teve que partir. E eu deixei. Ela foi pra longe e eu optei por não "investir" no namoro à distância. Eu, particularmente, nunca confiei nessas coisas - alguns dos fatores eu citei anteriormente.
Confesso que não foi fácil, foi doloroso, a saudade e a solidão foram meus companheiros por muito tempo, quem sabe até hoje. Terminamos. Já não nos falamos.

O engraçado é que, esses dias, eu tive curiosidade e fui atrás pra ver como ela estava. Acompanhada. Me arrependi. Me odiei, fiquei com raiva, triste novamente, me senti pra baixo. Diria até que uma pitada de ciúme eu senti, ciúme de algo que há tempos não é mais meu.
Milhões de pensamentos se passaram pela minha cabeça, "como ela pode me esquecer tão rápido?", "nossa, não imaginei que seria tão fácil pra ela" esses são os mais "light's".

Aí caiu a ficha!
Me veio uma luz.
Me toquei.
Lembrei.

Recordei do motivo pelo qual abri mão do meu maior amor: Vê-la feliz.

Lembrei que à distância jamais seríamos felizes "juntos".

Me toquei que o ciúme atrapalharia ambas nossas vidas, até mesmo nas coisas mais simples, como ir a uma festa, por exemplo. Seria motivo pra dúvidas, desconfianças e brigas.

Me veio uma luz, de que eu preferia te ver feliz, independente da companhia ou de quem seja o motivo do teu riso, eu só queria te ver feliz. Mesmo que para isso fosse necessário fazer o que eu fiz: Desistir.

Caiu a ficha, de que eu consegui. Você está feliz. Mesmo que não seja comigo.

Agora eu sei que você tem todos os motivos pra sorrir, motivos esses, que um dia eu lhe roubei. Pois se faz alguma diferença, saiba que eu já não guardo rancor. Desculpa demorar a perceber, mas hoje percebo que o meu desejo, a minha escolha, meu sacrifício valeu a pena.

Esteja feliz. Seja feliz!

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2016

Carta aberta


Eu quis isso por tanto
tempo, bem....
ao menos dizia que queria...

E agora que te perdi,
nem sei mais o que sentir,
ou como reagir.

Não sei se sinto raiva,
angústia, rancor,
ou medo.

Raiva de não entender,
como ou por que,
a gente tava tão normal
e de repente, tchau.

Angústia de te deixar ir,
mesmo sabendo
que é melhor tu partir.

Rancor, por não saber
como reagir,
ou se fui eu quem errou aqui.

Medo.
Medo.
Medo.

Eu fiquei perdido,
procurando o pra sempre
que tu tinha prometido.

Só fico com raiva
de não entender.
Como? Por que?

Pareceu tão fácil.
Tão frio.
Tão covarde.

Espero que tu seja feliz.