sexta-feira, 29 de julho de 2016

O mundo não é mais o meu



Eu me perdi por querer viver, a
s vezes acho que eu não sou daqui, não tente me entender. Eu não sorri, e não me deixei chorar, mas não pense que eu não sofri por viver sem tentar. Quando penso em tudo que eu perdi por não dizer o que eu queria... Não pense que eu fui tão bom assim pra você, ninguém enxerga através de mim.

Tente entender que ainda vivo tão sozinho, e te ver assim me faz esquecer tudo o que eu não quero mais... Então eu vou sozinho a caminhar, sem destino, mas vou. Preciso me achar pra viver sem me perder.

quinta-feira, 28 de julho de 2016

Cortei as raízes.

O vitorioso nem sempre é aquele que tem a espada banhada a sangue.
A misericórdia é libertadora.
Dessa batalha eu saio de cabeça erguida.


Pode voar.
Quem pretende destruir as paixões, em vez de as regular, quer fingir-se inocente.
- Voltaire

quarta-feira, 27 de julho de 2016

Tenho que me levantar de novo



Eu já nem faço mais questão de fazer peso na terra. Eu sigo procrastinando tudo, ignorando tudo, desacreditando de tudo. Hábitos, rotinas, deixei tudo de lado. Pequenos gestos que antes eu odiava, passei a apreciar, apenas pra sentir o tempo passar: lavar uma louça, cozinhar, trabalhar...

Hoje eu entendo o significado daqueles velhos alertas paternos "foque nos estudos, esquece as paquerinhas!"... E quem diria que, a vontade de amar, de conhecer - ou achar que conhece - de tudo, se tornaria o meu próprio martírio. As grandes vontades e curiosidades, de descobrir o proibido, o rejeitado, se tornariam grandes arrependimentos.

Eu gostaria de voltar a ser criança, não pela "não obrigatoriedade" de realizar tarefas - como de praxe - mas, apenas para ter a minha antiga inocência. Talvez quase tudo no mundo seja reconstituível, mas a inocência... Ah... A inocência não.
Eu já nem faço mais questão de fazer peso na terra.

Zero Um


Eu não vou correr pelo tempo perdido.
Não se trata de orgulho.
Tu diz que se arrepende, diz que vai mudar...
E continua cometendo os mesmos erros.

Eu sigo sozinho.
Nem triste, nem feliz.
Eu sigo sozinho.

Eu não vou correr pelo tempo perdido.
Pra quem já se despediu uma, duas ou três vezes,
a Quarta se trata só de número.

Na verdade, eu me trato só de número.
Um numero ZERO.
A esquerda. Ou não.
Quem dirá o que isso significa?!?

terça-feira, 12 de julho de 2016

Adeus blues



E mais uma vez, tu se afastou. Ou melhor, me afastou. Já não vale a pena conversar, tentar te entender, tu não cansa de dizer que mudou, mas nunca deixa eu me aproximar pra perceber. Ontem, finalmente achei que romperíamos a barreira do "virtual"... Daí tu me dá outro golpe.

Quer saber, tu sempre falou que foi o contrário, mas dessa vez sou eu que estou cansado de te procurar, de buscar por uma parte tua que demonstre o tal interesse recíproco. Tu sempre falou sobre eu nunca ir atrás, mas você própria me impede disso. Fique ciente. Eu to cansado de te procurar.

Hoje foi o fim. Tu decidiu mais uma vez me afastar, pois bem, assim será.
Você não cansa de dizer que mudou, e eu acredito. Quem muito quer, consegue. Hoje percebo que uma parte tua sempre desejou as mais vazias companhias. Sinto muito, nessa eu não posso te acompanhar. Ouso dizer que amadureci.

segunda-feira, 11 de julho de 2016

FICHA

Você me cobrou por honestidade, por transparência, por sinceridade.
Eu fugi das responsabilidades, não levei a sério.
Você sempre pareceu ser o mais responsável.
Eu o inconsequente.

Que bom que o tempo muda a gente.

Hoje eu cobro honestidade, transparência, sinceridade.
E você, parece apenas fugir. Não levando a sério.
Responsabilidade já não lhe é uma grande virtude.
Inconsequência.

Que pena que o tempo muda a gente.

Eu não espero mais nada.
Não vou cobrar mais nada.
Não vou falar mais nada.

Eu esperava que fosse recíproco. Responsabilidade.
Agir de acordo com a própria idade parece ser difícil.
Os papéis se inverteram, as idades não.


Certas coisas não se pedem, não se cobram.
Devemos esperar que "caia a ficha".
As coisas mudam.
Nem sempre pra melhor.

Vazio

Eu olho pra trás e juro que tento resgatar algo de bom, algo que me deixe feliz. Eu juro. Eu olho pra trás, mas fica difícil ponderar o certo do errado, fica difícil peneirar o que foi, sem comparar com o que se tornou. É difícil.

Eu olho pra frente e me vejo na mesma estrada de sempre, a minha velha amiga, já ruindo, solitária. A velha estrada de sempre. Por tanto tempo aprendi a conviver com o vazio, por tanto tempo me treinei a lidar com a dor, com a ausência. Com o distante.

Eu tento enxergar algo, ao mesmo tempo que gostaria não ver.
A pior dor é aquela que se sente sem sequer ter vivenciado.

domingo, 10 de julho de 2016

Eu não sei o que aconteceu...
Não sei o que mudou, o que sumiu ou surgiu.
Eu não sei mais quem és tu.
Eu não tenho mais noção de como agir,
De como sentir ou fingir.

Eu não sei mais quem és tu.
Eu sei que eu mudei,
Eu sei que tenho mil defeitos,
Eu sei que não sou e que talvez,
Nunca serei o mesmo de antes.
Eu sei.

Eu sei que, por mais que eu peça perdão,
Nada será como antes.
Eu sei que, com o passar do tempo,
Todos mudam, inclusive você.
Eu sei.

Eu sei.
Eu sei.
Eu sei.

Eu queria não saber.
Eu queria não sentir.
Eu queria não viver.

Eu queria...
Eu...
Talvez o problema seja esse.

10/07/2016

sábado, 9 de julho de 2016

terça-feira, 5 de julho de 2016

fantasiar

Sobre o tempo em que eu estive em suas mãos e sua voz rouca...
Sobre o quanto precisei fantasiar, ser outra pessoa, que soubesse exatamente o que dizer, fazer... em todas as horas.

Mas eu não sei.

E quando isso passar, talvez eu possa admitir ter sido exagero, desespero ou seu jeito de se expressar, bem demais, ou mal demais, sei lá...

Talvez precise te interpretar melhor.

Talvez precise de um despertador, ou de um café mais forte.
Talvez precise encontrar alguma coisa em ti que não me agrade...

Vai ver eu preciso é de você.