Eu olho pra trás e juro que tento resgatar algo de bom, algo que me deixe feliz. Eu juro. Eu olho pra trás, mas fica difícil ponderar o certo do errado, fica difícil peneirar o que foi, sem comparar com o que se tornou. É difícil.
Eu olho pra frente e me vejo na mesma estrada de sempre, a minha velha amiga, já ruindo, solitária. A velha estrada de sempre. Por tanto tempo aprendi a conviver com o vazio, por tanto tempo me treinei a lidar com a dor, com a ausência. Com o distante.
Eu tento enxergar algo, ao mesmo tempo que gostaria não ver.
A pior dor é aquela que se sente sem sequer ter vivenciado.
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