
Ultimamente me sinto confuso, andando pro uma trilha sem fim de mágoas e cobranças.
A qualquer momento pode surgir um trem de um túnel longo e escuro, trazendo com o seu "farol" todo o poder de decisão, podendo colocar em instantes, um ponto final nessa história que não possui um herói, nessa história monótona e vazia... Totalmente sem nexo.
Ultimamente eu não sinto mais nada, porém, continuo confuso. Eu nem sei ao certo o que é correto: pensar ou imaginar?
Fantasmas da escuridão assombram o bosque da minha vida. Onde antes brotavam flores, já não brotam mais, onde antes havia vida, ja não há mais nada. Talvez ainda exista alguma pista ou sinal de que alguma alma já habitou neste corpo, que atualmente se encontra vazio.
“Vivo no obscuro da solidão.”
Fantasmas...
ResponderExcluirOh, fantasmas...
O passado criou forma de passado entre nós...
O bosque que antes era o lugar de belas flores, robustas e astutas, hoje é moradia de plantas murchas e mazeladas...
Mordemos o fruto do pecado, e quando nos deliciamos com aquilo, descobrimos que pecamos em vão! Não era o que queriamos, nós precisavamos de mais, só que você foi embora. Eu continuei aqui, sentindo frio, calor, mutações, precisando tanto de você.
O mel que em meus lábios já pusera, desfez-se em açúcar puro e barato...
Encontrado de modo fácil em mercearias
de esquinas vazias, nos subúrbios.
E esse vazio? Só é preenchido POR VOCÊ.
O amor que vivemos sugou-me o sangue, azedou o leite que ainda não produzo.
Fez-me mãe e pai de um sentimento sem filhos
Ponteiro aos pulos...
E eu morri por dentro e por fora
como borboleta sem asas, e insetos de verão
cujas asas perdem-se por debaixo dos móveis.
E resta apenas a madeira como alimento, mais na verdade, eu só queria você aqui.